Ruma o veleiro como quer o timoneiro.
Boa brisa, velas cheias, mar tranquilo.
Em silêncio, vai feliz o marinheiro.
Assim, são e salvo, chegará ao seu destino.
Quisera ao velejar sempre fora este cenário.
Surpreende a natureza! O vento, o oceano.
Não deixa o navegante sentir-se mais seguro,
Lhe opondo, na rota, perigosos elementos,
E a incerteza ao singrar mares desconhecidos,
Que amedrontam os marujos mais empedernidos.
Eles se jactam, passado o momento temido!
Ó vida inocente! Escondes o medo jacente,
De uma existência tormentosa e desabrida.
Mas, vivida, resta o vanglorio impertinente.
