O INFINITO TERMINA NELE MESMO
O infinito termina nele mesmo.
E justo por isto, é infinito.
Não tem forma, nem dimensões
O tempo não passa ou não existe.
Será de alguma maneira racional?
No todo ou apenas em parte?
Se assim o for não será infinito
Porque então terá uma história,
Com passado, futuro e um presente.
Seremos testemunhas ou ausentes
Do início e do fim, independentes
Se somos apenas simples acidente,
E disto não sabemos certamente,
Será sempre tal dúvida imanente.
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Talvez nós devêssemos abdicar
De explicá-la, por ser impossível
Resolver este mistério universal
Pois dele somos a causa e a solução.
E mesmo apelando às divindades,
Talvez elas não saibam da verdade,
Por serem, como nós, ignorantes,
De quem somos e porque pensamos.
Envoltos nestas sombras permanentes,
É melhor voltarmos as nossas mentes
Para a ínfima parte onde vivemos
Que nos dá toda razão de existirmos,
Os Vizinhos, amigos e os amantes,
Também sobreviventes neste instante.