O BELO É O QUE NOS COMOVE
Que existe, por toda a natureza,
Não têm quem os julgue e qualifique.
Nós, os humanos, nos atribuímos
Por uma indefectível certeza,
Que a nós cabe este julgamento.
E categorias assim criamos:
O velho, o novo, o feio ou bonito,
Vivemos crendo que estes atributos
São essenciais e definitivos.
Ledo engano, pois eles não são normais.
Formosura? Da mente é fantasia,
Porque a única coisa que importa
Não está na figura que é mostrada,
Mas na emoção que foi despertada
Entre quem vê e a que é admirada.