FIM DE PAPO
Talvez não tendo com quem conversar,
Ou dividir meu tempo no dia,
Talvez a forma que vivo, recluso,
Por, de minha vida, a contingência
Talvez por isso, eu tenha querido
Fazê-la a minha segura guarida.
Talvez seja a verdade sofrida,
Que nega a solidão percebida.
Talvez não seja sincero o que digo
E o gostar que alego é fingido.
Mas, se atento à emoção que sinto,
Ao nos vemos, por qualquer medida,
Real ou virtualmente, lado a lado:
– Tolice! Nos amamos! Fim de papo!