HÁ QUARENTA E OITO HORAS

HÁ QUARENTA E OITO HORAS

Há quarenta e oito horas não a vejo.
Não é tanto! Eu logo me respondo.
E todo este tempo que não a beijo?
Acalma-te! Já me vou aconselhando.

Como aplacar, se me invade o desejo,
De estar aí, ao teu lado, te amando?
Trocando as carícias que tanto almejo.
Passo as horas a ficar me consolando,

A sonhar com um futuro regozijo,
De tê-la em meus braços, a enlaçando,
Cobrindo-a deste amor tão benfazejo,

Que nossos corpos vão experimentando,
Com nossas almas neste ardente cortejo,
No rito sensual, que vamos desfrutando.

 

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