Procura-se um sentido aos fatos;
Pela aparência – como quer Santo Agostinho –
Pela intenção e pela coerência?
Procura-se dar sentido ao sonho;
Procura-se um devaneio?
O que vivemos é o que queremos,
Ou o que a vida nos impõe?
Se o real parece pior que a fantasia,
Viva-se a ilusão no dia a dia?
A loucura não é a morte da alma?
Mergulho na ilusão de que me basto.
Estou só e não me sacio.
Rápido, rápido, os sonhos passam…
Não quero sonhar;
Com a vida me entedio.
Por um lado e por outro não escapo,
Me vejo alquebrado ou perdido.
Ah! meu semelhante.
Sai de ti mesmo,
Dá-me a mão e me levanta.
Amor – será um desafio?
Nem ilusão nem fastio?
