Fomos selvagens vivendo em aldeias,
Morando em choupanas ou cavernas,
Fugindo ou lutando contra as feras,
Comendo o que a natureza nos traz.
Mas, há coisas que nunca fenecem,
Umas emoções que sempre aparecem,
Nos dão contento e nos enternecem,
É quando desejo e amor acontecem.
Cá estamos, nós dois, como os ancestrais,
Sem choupanas ou perigosos animais,
Nos vendo por meio dos fótons digitais,
Mas, tendo aqueles sentimentos primais,
Desejo, amor, paixão e nada mais.
Felizes, hoje, como éramos lá atrás
VANGELIS – Monastério La Rabida