Os seres vivos, quase todos, no planeta,
Se reproduzem praticando a cópula.
Embora a natureza não defina
O que é sexo, há regras peculiares
Do acasalamento e da erótica atração.
Os hormônios exacerbam as sensações.
Que juntam nossos corpos pelo tesão.
No entanto, ao que parece, transcendem
Esta mera função de preparar machos e fêmeas
Para atender à inescapável reprodução.
Esta singularidade destaca-se no panteão
Dos desejos e do comportamento da espécie.
Mas se é certo que somos conduzidos pelo ardor
Do desejo permanente, voluptuoso e apaixonado,
Que pode nos levar a um êxtase profundo
Também nos traz uma angústia desmedida,
Pela infantil e egoísta conduta;
Considerar como seu o tesão alheio.
Possessão, ciúme e prepotência,
Queixume, arrogância e violência.
É a infalível receita para a ruptura
Deste frasco mágico que contém o amor,
Frágil. como um cristal que é quebrado,
Os estilhaços não se recompõem,
E perde-se o elixir mais precioso:
O amor incontido e maravilhoso.
Não devemos dispensar nenhum afeto
Do passado, no presente e no futuro
BANDA SINFÔNICA DE NOVA ODESSA
Heckel Tavares Suite pernambucana de bolso (de José Ursicino da Silva, mestre Duda)