O RAIAR DO DIA E O CREPÚSCULO
O raiar do dia e o crepúsculo
– Metáforas da nossa própria vida-
Resumem a alegria do nascimento,
E a grande melancolia da morte.
Não se escolhe quando e aonde nascer,
Mas, se quisermos, quando vamos morrer,
O único arbítrio que nos resta.
Mas entre uma e outra data o que fazer?
As possibilidades são escassas.
Fluir a vida como o rio passa?
Nadar contra a corrente sem esperanças?
Ou, deixar-se levar na correnteza,
Ligado a quem se ama com a certeza,
De ficarem juntos até o final.
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Viver é experiência do instante.
Nunca se vive no tempo passado
Nem no futuro ainda distante,
Aqui, para nós, só há o presente.
Lembranças são divagações da mente,
Premonição? Fantasias igualmente.
Num tempo ínfimo o agora é passado,
O futuro vira agora ou nunca chega.
Portanto, vivemos das memórias,
Do pressente, do passado e do futuro
Embaralhados nos limites do tempo,
Portanto minha querida amante
Não olhe para atrás, ou para à frente,
Mas ao redor onde estamos presentes